COMISSÃO BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ
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Rumos atuais da Comissão Brasileira Justiça e Paz

Campos de atividade - Composta majoritariamente por leigos, a vocação da Comissão é a de assegurar - como órgão de estudos e ação, subsidiário da CNBB - a presença dos cristãos frente à questão social, a partir da perspectiva ética do Evangelho. Ela desenvolve portanto suas atividades, necessariamente, no mesmo campo em que atua o conjunto de pastorais e organismos da Igreja voltados para os problemas sociais. Sua presença nesse campo, no entanto, tem características próprias:

  • enquanto órgão de estudos, seu objetivo de conhecimento, ainda quando considere aspectos parciais da realidade, é a realidade brasileira em seu conjunto, numa visão estrutural e abrangente e nas interrelações de suas dimensões sociais, econômicas, políticas e culturais;
  • enquanto órgão de ação, ela se volta para tudo que tenha a ver com a construção da justiça e da paz, sem portanto limitar ou manter sua atuação dentro de setores determinados da realidade;
  • tanto no estudo como na ação, a Comissão se situa sempre na fronteira entre a Igreja e o mundo, e atua dentro de uma perspectiva ecumênica.

Caráter dos estudos da Comissão - Os estudos realizados pela Comissão são sempre de caráter aplicado, isto é, não visa o simples aumento de acervos de conhecimentos, mas sim contribuir para a eficácia da ação socio-transformadora necessária à construção da justiça e da paz no Brasil.

Caráter da ação da CBJP -A atuação da Comissão compreende:

  • ações programadas numa perspectiva de médio e longo prazo;
  • tomadas públicas de posição diante de situações intoleráveis de injustiça;
  • atendimento a pedidos de ajuda em casos de abuso de poder e violência.

Quanto às ações programadas - Esse tipo de ação nasce sempre das Campanhas da Fraternidade, buscando colaborar para a continuidade e aprofundamento da ação promovida pelas Campanhas. Visa a superação de um problema específico no quadro identificado em cada Campanha, a exemplo do que já está sendo feito com a questão da corrupção eleitoral, em continuidade à Campanha de 96. A escolha dos objetivos dessas ações é feita em conjunto com os organismos e pastorais que se mobilizaram na Campanha.

Quanto ao atendimento a pedidos de ajuda - A Comissão não tem condições nem dispõem de recursos para fazer frente diretamente aos pedidos de ajuda que lhe fazem as vítimas de abusos de poder ou de violência, em especial por parte de agentes do Estado. Esses pedidos continuarão no entanto a chegar, uma vez que durante ainda muito tempo tais práticas continuarão a martirizar cidadãos brasileiros, por força de hábitos e impunidades herdados do regime militar e em decorrência do apartheid social em que vivemos. A Comissão procurará por isso construir uma rede de solidariedades, que permita encaminhar os pedidos a organismos que atuem nos próprios locais dos acontecimentos, dando-lhes, como organismo nacional, o respaldo que couber.

 

 

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